Parabéns Cajobi-SP parabéns pelos 120 anos

A origem desse topônimo permanece ainda hoje bastante controvertida. Em 1901, José da Silva ramos resolveu doar para seus agregados 17 alqueires de suas propriedade, a fim de que fosse erguido o patrimônio de Nossa Senhora da Abadia do Bebedouro do Turvo, nome por ele escolhido.

Três anos depois, outros dois proprietários, com o mesmo José, acertaram conceder mais cinco alqueires cada um, sempre para o mesmo fim e, como considerassem a primeira denominação comprida demais, acharam por bem mudá-la para Monte Verde, simplesmente.

Passados alguns anos, o lugarejo foi se desenvolvendo, vingou como distrito de Barretos e, em 1913, quando a Assembleia Legislativa de São Paulo, como faria com outras localidades, decidiu que Monte Verde deveria assumir um caráter “mais nacional”, seu nome acabou sendo traduzido para o tupi. Ao que ficou, porém, fizeram-no erradamente, uma vez que, se o topônimo Cajobi for decomposto, encontrar-se-á não Monte Verde, mas nas duas versões possíveis e diferentes: ou mata verde, ou caju verde. Caso se escolha a primeira interpretação, o topônimo resultaria da composição de ká’a (mata, folha) e oby (verde, azul). Se escolhida a segunda, o nome do município proviria de akaîu (caju) e oby (azul, verde).

Anote-se que a criação do topônimo poderia, quem sabe, advir do nome do cacique Caiubi (mata verde ou macaco verde, para ka’i – macaco), filho de Tibiriçá. Mas, nesse caso, a questão da tradução fica para as calendas, o que apenas prorroga a querela para o futuro.

Quando se emancipou, em 30 de dezembro de 1926, Cajobi era distrito de Olímpia.

Fonte: (livro) A origem dos nomes dos municípios paulistas, Enio Squeff e Helder Perri Ferreira, 2003, pg. 80.



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